A Comissão Europeia iniciou negociações com a Ucrânia para a adesão ao programa europeu da futura constelação de satélites da União Europeia IRIS 2, que garantirá aos Estados-membros uma rede de comunicação segura, incluindo em temas de defesa, assim como adesão ao projeto Govsatcom. O anúncio foi feito por Andrius Kubilius, comissário europeu para a Defesa e o Espaço, na Cimeira Espacial Internacional em Paris.
O Velho Continente pretende competir com a Starlink. Pressionada pela escassez de sistemas de defesa aérea, Kiev tem procurado reforçar as suas capacidades de contenção de ataques russos através dos sistemas da empresa de Elon Musk. Recentemente, o presidente da Ucrânia pediu ao homólogo norte-americano que falasse com Musk sobre a possibilidade de permitir o uso do Starlink em drones de longo alcance até 200 quilómetros dentro da Rússia.
Em julho, a Comissão Europeia e o consórcio SpaceRISE, constituído pelo SES, Eutelsat e Hispasat, assinaram um acordo para a implementação da IRIS 2. Os fabricantes europeus comprometeram-se a fornecer satélites adicionais, concebidos com maior resiliência. A futura constelação é composta por 348 satélites, dos quais 330 em órbita baixa e 18 em órbita média da Terra.
Esta quinta-feira, tanto a Airbus Defence and Space como a Thales Alenia Space anunciaram acordos com a Eutelsat, empresa responsável pelo segmento de órbita baixa da constelação no consórcio SpaceRISE, para começar a produzir os primeiros satélites do IRIS 2 e fornecer os payloads dos 330 satélites da constelação europeia.




