A 11 de setembro de 2001, 19 sequestradores sequestraram quatro aviões nos Estados Unidos, causando quase três mil mortes. Passados 25 anos, um ataque desta escala seria mais difícil de concretizar devido às mudanças significativas nos sistemas de segurança e vigilância implementados desde então.
Nuno Miguel Lemos, especialista em segurança, explica na primeira de três entrevistas da Executive Digest sobre os 25 anos do 11 de Setembro que as medidas de segurança adotadas após os ataques tornaram muito mais complexa a repetitions de um plano semelhante. A coordenação entre agências, o reforço dos controlos nos aeroportos e a partilha de inteligência entre países criaram barreiras significativas para este tipo de operação.
No entanto, o especialista alerta que a ameaça evoluiu de forma imprevisível. A próxima ameaça já não necessita de 19 homens e quatro aviões, sendo mais difícil de detetar e prever. A fragmentação de grupos extremistas e a facilidade de comunicação através de plataformas digitais alteraram profundamente a natureza do perigo.
Lemos refere ainda que Portugal pode encontrar novas vulnerabilidades neste novo cenário de ameaças. A localização geográfica do país e a menor experiência em enfrentar este tipo de riscos podem representar pontos fracos que precisam de ser addressed.



