A Glintt Global alcançou um resultado líquido consolidado de 4,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 21,3% em comparação com os 3,9 milhões de euros registados no mesmo período de 2025. O volume de negócios atingiu 75,8 milhões de euros, um aumento de 11,2% impulsionado pelo mercado nacional, que cresceu 13,5%, e pelo mercado internacional, com um avanço de 7,3%.
O EBITDA manteve-se praticamente estável em 11,2 milhões de euros, uma ligeira quebra de 0,5%, com a margem EBITDA a recuar de 16,6% para 14,8%. Esta descida reflete o aumento dos gastos com pessoal, associado ao reforço do investimento em retenção e qualificação de talento e ao crescimento do número de colaboradores. O salto do resultado líquido foi explicado pela redução de 43,6% nos encargos financeiros, para 876 mil euros, devido à melhoria das condições de financiamento do grupo.
A autonomia financeira fixou-se em 44,2% no final de junho, mais 2,5 pontos percentuais do que um ano antes, embora abaixo dos 46,2% de dezembro de 2025, devido à distribuição de 5,8 milhões de euros em dividendos. A dívida líquida situou-se em cerca de 28,9 milhões de euros, mais 1,8 milhões de euros do que no final de 2025, também influenciada pelo pagamento desses dividendos. A empresa concluiu a eleição dos novos órgãos sociais para o triénio 2026-2028 e reforçou a participação na espanhola Concep, especializada em arquitetura e design de farmácias, elevando a sua posição de 51% para 81,39%.
A administração afirma que os resultados ficaram em linha com as projeções apesar de um enquadramento macroeconómico exigente, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade dos preços da energia. A empresa mantém a convicção de crescimento dos principais indicadores no segundo semestre, com a inovação e a inteligência artificial, nomeadamente soluções baseadas em agentes, a permanecerem como prioridades estratégicas na área da saúde em Portugal e Espanha.




