O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira uma proposta do governo que amplia em mais R$ 500 milhões os recursos subsidiados para o programa Minha Casa Minha Vida. Este ano, já haviam sido liberados R$ 12,5 bilhões para essa finalidade, dos quais R$ 8 bilhões já foram aplicados. Com a nova decisão, o valor total chega a R$ 13 bilhões, estabelecendo um recorde às vésperas das eleições.
Os recursos são utilizados para oferecer descontos nos contratos de moradia para famílias enquadradas nas Faixas 1 e 2 do programa, que atende pessoas com renda de até R$ 5 mil. O valor do subsídio por família pode chegar a até R$ 55 mil.
Para ampliar as disponibilidades do FGTS, os conselheiros também aprovaram o resgate de R$ 5,8 bilhões do fundo de infraestrutura (FI-FGTS), referente ao retorno de projetos antigos. Durante a reunião, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reclamou que, em vez de aplicar em novos projetos, o FI-FGTS está devolvendo recursos, e pediu sugestões ao setor privado para resolver a questão.
O FI-FGTS foi criado a partir do PAC 1, no segundo mandato do presidente Lula. A proposta do governo visa ampliar os subsídios para o programa habitacional, que atende famílias de baixa renda.




