Uma equipa de cientistas do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento da Universidade de Coimbra (MIA-Portugal) publicou um estudo pioneiro na prestigiada revista Cell que pode obrigar a reescrever os livros de anatomia. A investigação demonstrou que o tecido ósseo humano e de roedores contém vasos linfáticos funcionais no seu interior, respondendo a uma pergunta que tem intrigado a biologia há décadas.
Os investigadores conseguiram mapear estes vasos linfáticos na zona de separação entre o osso cortical, que é a camada exterior do osso, e a medula óssea, utilizando técnicas de microscopia de fluorescência para obter imagens detalhadas do tecido ósseo.
A descoberta revela o papel ativo dos vasos linfáticos na regeneração dos ossos, abrindo caminho para novas abordagens terapêuticas para as doenças associadas ao envelhecimento. Esta investigação pode ter implicações significativas para o tratamento de condições que afetam a saúde óssea em populações mais velhas.




