Ricardo Reis vs Trump: Tarifas, isenções para amigos e o fim do privilégioFoto de paulclee no Pexels
Negócios
США
Образование
Экономика
Инвестиции

Ricardo Reis vs Trump: Tarifas, isenções para amigos e o fim do privilégio

Eco10 de setembro de 2026 às 16:22

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ia nomear Ricardo Reis, professor da London School of Economics (LSE), para o cargo de economista-chefe, mas recuou na última hora após ter tomado conhecimento das críticas públicas do português à política económica de Donald Trump. Segundo o Financial Times, Ricardo Reis tinha alertado, por mais do que uma vez, que o agravamento das taxas alfandegárias iria aumentar os preços para os consumidores norte-americanos e desencadear uma nova onda de inflação. O FMI acabou por escolher Silvana Tenreyro, ex-membro do Banco de Inglaterra e também economista da LSE.

Num discurso proferido em Lisboa, durante uma conferência dos 150 anos da Caixa Geral de Depósitos, Ricardo Reis considerou que os jornais deram muito destaque aos anúncios de tarifas elevadas por parte da administração Trump, mas pouca atenção aos recuos e às enormes isenções que setores, bens ou mesmo amigos de Donald Trump iam recebendo ao longo das semanas. O economista estimou que as tarifas efetivamente aplicadas pelos EUA ao resto do mundo estão na ordem dos 7%, e não dos 25% ou 50% anunciados, sendo que 90% desse custo acabou por refletir-se no bolso do consumidor americano.

Ricardo Reis falou também sobre o que designou como "repressão financeira", explicando que a desvalorização do dólar reflete uma mudança na atração em investir nos EUA em relação a investir no resto do mundo. O professor da LSE salientou que os EUA discutem abertamente formas de impor impostos diferentes sobre estrangeiros, bloquear ou impor controlos de capitais, algo que considerou nunca ter sido imaginado relativamente aos EUA.

O economista alertou para o fim do que o antigo Presidente francês Charles de Gaulle chamou de "privilégio exorbitant" americano. Durante décadas, os EUA beneficiaram de taxas de juro mais baixas do que a Alemanha, mas pela primeira vez em mais de 30 anos, o Estado americano pede emprestado mais caro do que o Estado alemão. Ricardo Reis considerou que os credores percebem que a administração Trump estaria disposta a taxar os pagamentos da dívida pública americana. Apesar desta perda de confiança, o dólar não desvalorizou mais devido à Inteligência Artificial, que continua a captar investimento nos EUA.

Notícias relacionadas

Negócios

Pedro Rocha vai liderar a corretora Diot-Siaci em Portugal

A corretora francesa Diot-Siaci, líder do setor de corretagem em França, inaugurou o seu escritório em Lisboa, nomeando o português Pedro Rocha como Diretor Geral Iberia. Rocha, formado pela Universidade de Lisboa e com pós-graduação pelo ISCTE, traz uma vasta experiência no setor dos seguros, tendo passado pela Cosec, Mawdy e Coface. A entrada em Portugal será feita através da MSH, empresa do grupo especializada em seguros de saúde e proteção social para pessoas em mobilidade internacional, que opera em mais de 190 países e acompanha mais de 700 mil segurados. A Diot-Siaci torna-se na terceira maior corretora francesa a estabelecer-se em Portugal, após a Verlingue e a Verspieren.

Eco10/09/26, 17:03
Negócios

Águas do Centro Litoral investem 5,5 milhões para tornar resilientes infraestruturas na bacia do Lis

A Águas do Centro Litoral está a investir 5,5 milhões de euros para reforçar a resiliência das infraestruturas na bacia hidrográfica do rio Lis, após um acidente numa estação elevatória em Monte Real, em agosto de 2025, que provocou a descarga de 20 a 25 mil metros cúbicos de efluentes não tratados no rio, e os impactos da depressão Kristin em janeiro. O investimento inclui a renovação de bombas, geradores, válvulas e quadros elétricos, além de sistemas de automação e monitorização. Do total, 4,1 milhões de euros já têm contrato assinado. A presidente da empresa alertou também para o risco de erosão das margens do rio Lis, que está a expor algumas infraestruturas, situação já comunicada à APA.

Jornal Económico10/09/26, 16:50
Para regressar ao calor do café e do contacto humano, a Starbucks vai investir muitos milhões de dólares
Negócios

Para regressar ao calor do café e do contacto humano, a Starbucks vai investir muitos milhões de dólares

A Starbucks vai investir centenas de milhões de dólares para reconquistar clientes e trazê-los de volta às suas lojas físicas, apostadas no regresso ao calor do café e ao contacto humano. O grupo norte-americano de alimentação reconhece que, embora seja difícil sentar os clientes, quem se senta acaba por consumir, pelo que a estratégia passa por criar condições que incentivem os consumidores a permanecer nas lojas.

Expresso10/09/26, 16:49
Negócios

Modelos antigos de iPhone têm alta de até R$ 2 mil. Entenda o motivo

Modelos antigos de iPhone tiveram reajustes de preços de até 14,8% na Apple Store, com altas de até R$ 2 mil, mesmo após o lançamento de uma nova geração. O iPhone Air de 1 TB passou de R$ 13.499 para R$ 15.499, enquanto outras versões do modelo subiram R$ 500. O motivo é a escassez de chips de memória e armazenamento causada pela alta demanda de data centers de inteligência artificial, que elevou os índices globais de preços de smartphones, tablets e notebooks. Este ano, a Apple não lançou uma nova geração do Air, adiando a atualização para início de 2027.

extra10/09/26, 16:47