O mercado atacadista de energia elétrica do Brasil, avaliado em US$ 55 bilhões, está passando por uma onda de contratações que tem atraído traders com pacotes de remuneração de até US$ 4 milhões. As vagas não estão nos centros tradicionais de negociação de commodities como Houston, Londres ou Cingapura, mas sim em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde gigantes do mercado avançam para lucrar com oscilações de preços sem precedentes.
Entre as empresas que estão expandindo suas operações no Brasil estão a Trafigura, que contratou sete pessoas para seu escritório no Rio de Janeiro e obteve uma licença de comercialização no início deste ano, e a Macquarie, que adicionou pelo menos dez traders no país. Essas empresas estão aproveitando a volatilidade do mercado brasileiro de energia elétrica, considerado um dos mais voláteis do mundo.
Os traders que atuam nesse mercado recebem um grau incomum de autonomia para fechar negócios, além de compensações milionárias. A busca por profissionais qualificados reflete o interesse crescente das grandes trading houses internacionais no potencial de lucro oferecido pelas oscilações de preços no mercado brasileiro de eletricidade.




