Os relatórios de inteligência sobre a crise em Ceuta, desclassificados pelo Governo, intensificaram as críticas dos partidos que apoiam o Executivo de Pedro Sánchez. Os parceiros governamentais questionam a gestão da situação por parte do Executivo perante a entrada massiva de migrantes em maio de 2021.
O Podemos e o ERC pediram diretamente a demissão de responsáveis pela crise. O ERC considerou que o Executivo deve assumir consequências políticas pela forma como lidou com os alertas prévios do Centro Nacional de Inteligência (CNI) sobre o fluxo migratório.
O PNV adotou uma posição mais moderada, questionando tanto a "falta de tensão" nos alertas emitidos pelos serviços de inteligência como a "correlativa laxidão na sua receção" por parte do Governo, tentando encontrar um equilíbrio entre a crítica e o apoio ao Executivo.
Outros partidos como o EH Bildu e a Coalición Canaria coincidem com a interpretação do Governo, considerando que os alertas prévios do CNI não podem ser considerados um aviso oficial nem foram transmitidos de forma conveniente, eximindo assim o Executivo de responsabilidade direta.




