Um homem de nacionalidade italiana foi detido no aeroporto de Caselle, em Turim, por transporte de uma cabeça de crocodilo na sua bagagem. O indivíduo tinha chegado de Miami, nos Estados Unidos, com escala em Istambul, na Turkiye, e estava a regressar de férias. A descoberta foi feita pela Guardia di Finanza durante uma revista às bagagens no âmbito de inspeções intensificadas no aeroporto durante o verão, que visavam especificamente o comércio de espécies protegidas e ameaçadas de extinção. A operação foi conjunta com a Agência de Alfândegas e Monopólios italiana e focou-se em voos considerados de alto risco.
A cabeça do crocodilo pertencia a uma espécie classificada como ameaçada de extinção e estava seca e embrulhada em papel de embalagem comum, numa tentativa de evitar os controlos de segurança no país de origem. Os crocodilos são protegidos pela Convenção de Washington (CITES), uma convenção internacional em vigor desde 1975, ratificada por mais de 180 países, que proíbe o comércio internacional de animais e plantas em risco de extinção.
O homem foi colocado sob investigação por suspeita de importação de um espécime de espécie protegida sem o certificado ou licença exigidos. Embora tenha sido mantido em liberdade, teve de pagar uma multa. Se for condenado, enfrenta uma possível multa de 20.000 a 200.000 euros ou uma pena de prisão de seis meses a um ano.
A Itália é considerada um dos principais pontos de passagem no comércio ilegal de animais protegidos, frequentemente associado a organizações criminosas. Contudo, segundo o The Guardian, citado no artigo, casos como este podem por vezes resultar de descuido ou desconhecimento de turistas que adquirem cabeças de crocodilo como lembrança de férias, sem saberem que a sua comercialização está proibida pela convenção internacional.




