Karina Ferreira da Gama, de 47 anos, moradora da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, é um dos alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira para investigar o financiamento do filme "Dark Horse", produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A apuração mira o suposto desvio de emendas parlamentares destinadas à obra.
Karina nunca havia produzido um filme antes de "Dark Horse". Antes de sua "estreia" no ramo do cinema, sua experiência principal era no terceiro setor. Nos últimos anos, no entanto, ela firmou contratos de cifras altas com a prefeitura de São Paulo, diversificou os negócios e abriu uma holding em Aracaju.
A proximidade de Karina com o deputado federal Mário Frias (PL-SP), também alvo da operação, coincide com essa mudança em sua trajetória. Foi Frias quem emplacou a Go Up Entertainment, empresa de Karina, na produção do longa sobre Bolsonaro.
Mário Frias, que foi ator em "Malhação" e tem pouca experiência com cinema, é outro alvo da operação que investiga o financiamento do filme. A Polícia Federal apura irregularidades na aplicação de emendas parlamentares destinadas à produção da obra.




