Documentos revelados mostram que as autoridades de Nova Iorque sabiam que o ar se tinha tornado tóxico após os ataques de 11 de Setembro de 2001, mas continuaram a afirmar à população que era seguro respirar. A Agência de Proteção Ambiental e outras agências governamentais tinham informação sobre a presença de materiais perigosos, incluindo amianto, chumbo e outros contaminantes, mas optaram por minimizar os riscos publicamente.
Mais de nove mil pessoas morreram devido a doenças relacionadas com a exposição prolongada às consequências dos ataques, incluindo cancros, doenças respiratórias e outras condições de saúde crónicas. Este número surge em contraste com as 2.977 pessoas que morreram diretamente no dia da tragédia, quando os aviões atingiram as Torres Gémeas e estas colapsaram.
As revelações dos documentos colocam questões graves sobre a transparência e a atuação das autoridades na altura. Moradores, trabalhadores e socorristas que regressaram às suas casas e locais de trabalho na zona zero confiaram nas assurances que lhes foram dadas, acabando por ficar expostos a substâncias tóxicas durante meses.
O artigo sugere que as autoridades priorizaram a recuperação económica e a estabilidade da cidade em detrimento da saúde pública, numa decisão que terá tido consequências mortais para milhares de pessoas que acreditaram que era seguro regressar à normalidade.




