A Associação Nacional dos Procuradores da República defendeu que as autoridades envolvidas na crise instalada no Supremo Tribunal Federal ajam "com moderação e apego à legalidade". A entidade de classe, responsável por elaborar a lista tríplice de indicação ao cargo de procurador-geral da República, classificou a tensão que assola a Corte como de "rara intensidade", observando que ela também afeta a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
A nota foi divulgada pela Diretoria da ANPR nesta quarta-feira, horas depois de um novo capítulo da crise no STF. Na manhã daquele dia, o ministro Flávio Dino reverteu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, que havia sido determinado pelo ministro André Mendonça.
A associação ponderou que as instituições têm "mecanismos próprios para superar crises e divergências", buscando equilibrar a crítica à escalada de tensão com a defesa do funcionamento institucional.
Segundo a matéria, ministros de ambas as alas da Corte máxima cobraram um posicionamento do presidente do STF, Edson Fachin, diante da escalada de tensão no Tribunal.




