“Os feirantes fazem parte da essência das Feiras Novas”Foto de anaterate no Pexels
MundoViana do Castelo

“Os feirantes fazem parte da essência das Feiras Novas”

Alto Minho9 de setembro de 2026 às 18:51

As Feiras Novas são uma romaria tradicional em Ponte de Lima que, apesar de ter sofrido alterações ao longo dos anos - com as tendas a mudarem de lugar, a oferta de produtos a transformar-se e o aumento do número de pessoas nas ruas - mantém a sua essência nas práticas dos feirantes: comprar, regatear e procurar novidades. A vila transforma-se completamente durante os dias de festa.

Conceição Rego, natural de Chafé, participa na romaria há cerca de 50 anos, primeiro ao lado da mãe e atualmente ao serviço da própria banca de doces. Recorda que, nessa altura, vendia sentada no chão com a mercadoria em cestos. O marido, Francisco Rego, de 70 anos, mantém igualmente a tradição, mas dedica-se à venda de concertinas e tambores. Para o casal, as Feiras Novas são uma festa feita pelo povo, pelo que é essencial estar presente.

Marlene Fernandes, de Barcelos, vende em Ponte de Lima há quase duas décadas e observa que durante as festas os clientes chegam com maior disposição e mais vontade de comprar, o que faz as vendas correrem melhor do que nas feiras normais. Trabalha noite e dia, dormindo dentro da carrinha, e reconhece que a identidade da feira se mantém: "Antigamente vendia-se mais, mas esta feira continua igual".

Manuel Peixoto, comerciante de 62 anos também de Barcelos, assistiu ao crescimento da feira e considera que os vendedores continuam a ser parte essencial da romaria. Na Alameda de S. João, junto à ponte, vê passar milhares de pessoas e uma procura particular por produtos tradicionais, sobretudo entre quem regressa de fora. Reconhece que a forma de comprar mudou, mas a tradição de vir à feira mantém-se.

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