De acordo com o "Life at Home Report 2026" da Ikea, 47% dos portugueses inquiridos apontam o estado da economia como a principal preocupação, acima do rendimento familiar e da saúde. Mais de um terço (38%) referiram também as finanças e o rendimento disponível do agregado familiar. A casa surge como refúgio e local de estabilidade, mas os portugueses sentem que falta espaço e arrumação nas suas divisões, independentemente do tamanho da habitação.
A multinacional sueca decidiu baixar os preços dos itens de arrumação para dar resposta a esta necessidade, absorvendo esse custo nas margens de negócio. A empresa pretende ensinar os clientes a usar melhor os metros quadrados e cúbicos, porque, como explicou Cláudia Domingues, manager de comunicação da Ikea Portugal, "a arrumação não é só funcional, mas também emocional". Clientes como Ana Tristão e João Prazeres confirmaram a procura por artigos de arrumação nesta época pós-verão.
Quando questionados sobre os atributos da casa ideal, 56% dos inquiridos quiseram espaço para relaxar, 39% espaço para ser a própria pessoa e 38% espaço para hobbies e atividades. Para 35%, os roupeiros são a área mais difícil de gerir, seguidos da cozinha. Além disso, 37% perdem tempo à procura de objetos e 46% indicam falta de open spaces para fazer as suas atividades.
O relatório indica ainda que 62% dos portugueses querem uma casa com memórias, procurando um equilíbrio entre organização e mostrar quem são, e 71% sentem-se dentro de um "santuário" nas suas paredes. No que diz respeito à sustentabilidade, 93% aplicam medidas ambientais em casa, embora ainda precisem de perceber melhor como fazê-lo de forma económica. O conceito de minimalismo está a desaparecer em Portugal, em contraste com a Suécia, país de origem da retalhista.




