O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), restituiu Andrei Rodrigues ao cargo de chefe da Polícia Federal, invertendo uma decisão anterior de seu colega de tribunal André Mendonça. A decisão foi tomada em meio a uma crise institucional que atingiu o Judiciário brasileiro.
Além de reverter a decisão de Mendonça, Dino fez uma grave reprimenda pública ao colega de corte, que havia suspendido Andrei do cargo por meio de uma medida limionar. A atitude de Dino intensificou ainda mais a pressão sobre o presidente do STF, Edson Fachin.
Diante da escalada do conflito entre os ministros, Fachin optou por adiar a sessão que estava programada para aquela tarde. Na noite anterior, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia entrado com um recurso pedindo a suspensão da limionar de Mendonça.
Fachin concedeu um prazo de 72 horas para que Mendonça se manifestasse sobre o recurso da AGU, seguindo sua estratégia de ganhar tempo para construir e tomar decisões, alinhando os prazos com outros pedidos de explicações feitos na semana anterior, que tinham prazo de cinco dias úteis.




