O Tribunal de Ponte de Lima decidiu que a Junta de Freguesia de Rebordões Santa Maria vai participar no cortejo etnográfico das Feiras Novas, suspendendo a decisão da Associação Concelhia das Feiras Novas de excluir a freguesia. O tribunal julgou procedente o procedimento cautelar movido pela junta e condenou a associação a abster-se de impedir a participação da freguesia no cortejo, alertando que qualquer violação da providência cautelar constitui crime de desobediência qualificada.
A Associação Concelhia das Feiras Novas revelou ter tomado conhecimento da intenção do presidente da Junta de introduzir um trator com cisterna no cortejo, alegadamente para contestar a falta de investimento na rede de saneamento. Segundo a direção da associação, a exclusão não foi tomada de ânimo leve, afirmando que as Feiras Novas estão acima de qualquer pessoa ou instituição e que o cortejo etnográfico não deve ser palco para conflitos institucionais ou reivindicações.
O presidente da Junta de Freguesia de Rebordões Santa Maria, Vítor Gonçalves (PSD), apontou como causa da polémica divergências políticas com a Câmara Municipal de Ponte de Lima. O autarca explicou que a freguesia decidiu mudar o tema do seu quadro no cortejo, que há mais de 20 anos era representado por feijões, para os moinhos, dos quais existem 22 na freguesia, o maior número de todas as freguesias do município.
Gonçalo Rodrigues (CDS-PP), presidente da associação e vereador na Câmara de Ponte de Lima, disse que cumprirá qualquer sentença e remeteu esclarecimentos para um comunicado da associação. No sábado, a freguesia vai desfilar no cortejo etnográfico para mostrar os moinhos da aldeia.




