Centeno preferia anúncios de Montenegro feitos dentro do Orçamento ao invés de medidas “anunciadas ad hoc”Foto de Mondgesicht no Pexels
Política
Экономика

Centeno preferia anúncios de Montenegro feitos dentro do Orçamento ao invés de medidas “anunciadas ad hoc”

Eco9 de setembro de 2026 às 16:08

Mário Centeno, antigo governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, defendeu esta quarta-feira que medidas anunciadas pelo primeiro-ministros como o bónus dos pensionistas e a redução do IRS deveriam ter sido incluídas dentro do Orçamento do Estado, em vez de serem anunciadas "ad hoc". Centeno, que falou à margem de um encontro do International Club of Portugal em Lisboa, recusou comentar a possibilidade de subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, invocando os períodos de silêncio a que um ex-governador está obrigado. O ex-governador afirmou ainda que o país tem informação suficiente para ser cauteloso e que está disponível para o país, embora atualmente as suas funções "não passem por aí".


Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças, disse esta quarta-feira preferir que anúncios do Governo como o bónus dos pensionistas e a redução do IRS sejam feitos dentro do Orçamento do Estado.

Vem aí novo bónus para reformados. Saiba como vai funcionar

Ler Mais

“Medidas orçamentais gostava de as ver incluídas dentro de um orçamento, e não, assim, anunciadas ad hoc“, disse Mário Centeno à Lusa, no final de um encontro do International Club of Portugal que decorreu em Lisboa.

Questionado pela Lusa sobre os anúncios das medidas do primeiro-ministro na quarta-feira no debate da moção de censura contra o Governo, Centeno respondeu que deveriam ter sido feitos “dentro do Orçamento do Estado [OE]”, recusando dar mais explicações.

Medidas orçamentais gostava de as ver incluídas dentro de um orçamento, e não, assim, anunciadas ad hoc.

Mário Centeno

Antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal

Aos jornalistas, o ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal recusou igualmente comentar a possibilidade de subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu, desculpando-se com o facto de se encontrar “naqueles períodos de silêncio em que um ex-governador tem que estar”.

Sarmento garante saldo equilibrado mesmo com novas medidas

Ler Mais

“O país já sabe o que são taxas de juros elevadas, já sabe o que são taxas de juros baixas, já sabe o que é ter muita dívida, já sabe o que é ter menos dívida, todos temos informação suficiente para ser cautelosos e é isso que eu desejo”, acrescentou.

O ex-governador disse ainda que está disponível para o país, mas neste momento as funções e as tarefas a que está dedicado “não passam por aí”.

Notícias relacionadas

Política

AIMA diz que número de funcionários aumentou "mais de 20%"

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) anunciou um aumento líquido de mais de 20% no número de funcionários, representando mais 139 colaboradores face a 2024, segundo o presidente da agência. No entanto, o sindicato representante dos trabalhadores considerou este número "enganador", sugerindo que os dados não refletem a realidade operacional ou as necessidades reais da agência.

Observador09/09/26, 16:48
Política

Israel. Sanções aos colonatos marcam um "isolamento"?

O analista Martinho Lucas Pires comentou que as sanções impostas pelo Reino Unido aos colonatos israelitas representam um sinal claro do crescente isolamento internacional de Israel. Na mesma análise, alertou ainda para as consequências económicas dos ataques dos Houthis no preço do petróleo.

Observador09/09/26, 16:48
Política

IRS. Ainda é “difícil prever” quanto se poupa com a descida

Paula Franco considera a nova descida do IRS uma boa medida, mas afirma que ainda faltam dados para calcular quanto cada contribuinte vai poupar. A bastonária explica que a redução vai abranger todos.

Observador09/09/26, 16:47
Política

Funchal. Professores protestam contra processo de colocação

Professores do Funchal, na Madeira, protestaram contra o processo de colocação de docentes, acusando a Secretaria Regional de Educação de má fé na gestão das colocações. O Sindicato de Professores da Madeira denunciou irregularidades no processo, enquanto a tutela respondeu que o sindicato tem espalhado desinformação sobre a matéria, defendendo a transparência das medidas implementadas.

Observador09/09/26, 16:42