Municípios apoiam fim de visto prévio do Tribunal de Contas até 10 milhões de eurosFoto de Media_Breeze no Pexels
Política
Инвестиции
Coimbra

Municípios apoiam fim de visto prévio do Tribunal de Contas até 10 milhões de euros

Campeão das Províncias9 de setembro de 2026 às 14:00

A Associação Nacional dos Municípios Portugueses reiterou o seu apoio ao fim do visto prévio do Tribunal de Contas para contratos municipais até 10 milhões de euros. A associação foi ouvida no parlamento durante a apreciação na especialidade da proposta de lei do Governo sobre a organização do Tribunal de Contas, considerando que a medida permitirá acelerar o investimento autárquico sem comprometer a fiscalização.

O presidente da ANMP, Pedro Pimpão, afirmou que cerca de 90% dos contratos celebrados pelos municípios ficam abaixo do limiar de 10 milhões de euros, pelo que a alteração abrange a maioria das contratações. Segundo o responsável, os contratos acima dos 950 mil euros continuarão a ser comunicados ao Tribunal de Contas para avaliação e eventual auditoria, garantindo que o rigor dos procedimentos não é comprometido.

A ANMP considera que a medida representa uma mudança de paradigma, com menor incidência da fiscalização prévia e reforço dos mecanismos de fiscalização concomitante e sucessiva. Pedro Pimpão salientou que isto poderá contribuir para acelerar a execução dos investimentos previstos no Portugal 2030, depois do esforço realizado pelas autarquias na concretização do Plano de Recuperação e Resiliência.

O presidente da associação defendeu ainda o reforço da capacidade técnica e financeira dos municípios de menor dimensão e apontou para a revisão da Lei das Finanças Locais como oportunidade para melhorar as condições dos municípios mais pequenos. Pimpão advogou também a existência de uma estrutura dedicada ao acompanhamento dos procedimentos municipais e defendeu que a nova legislação deve partir do princípio da boa-fé dos decisores públicos, sem afastar a responsabilização em situações de dolo, culpa grave ou gestão danosa.

Notícias relacionadas

Política

Reestruturação da Lusa "não está conforme" o funcionamento independente de um meio público

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu um parecer negativo sobre a reestruturação da agência de notícias Lusа, considerando que esta não está em conformidade com o quadro normativo aplicável nem com as recomendações e boas práticas relativas ao funcionamento independente de um meio de comunicação social público. O regulamento mantém a tutela do membro do Governo responsável pela área das finanças sobre a Lusа, o que levanta questões sobre a independência editorial da agência.

RTP Notícias09/09/26, 19:40
Política

Preço dos combustíveis: "Não é correto, nestas situações, fazer um auxílio generalizado a toda a população"

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esclareceu no programa CNN Fim de Tarde a posição do Governo relativamente ao aumento dos preços dos combustíveis, afirmando que não é correto implementar ajudas generalizadas a toda a população. A ministra explicou que o Executivo prefere direcionar apoios para os setores mais vulneráveis da economia e para as famílias que mais necessitam, em vez de adotar medidas universais de auxílio.

CNN Portugal09/09/26, 19:35
Política

"Devíamos acabar de vez com as taxas da troika no IRS"

Álvaro Beleza, comentador da CNN Portugal, analisou as medidas fiscais anunciadas pelo Governo durante o debate da moção de censura na terça-feira, defendendo que Portugal deveria eliminar definitivamente as chamadas "taxas da troika" no IRS, referindo-se aos aumentos de impostos implementados durante o programa de ajustamento económico.

CNN Portugal09/09/26, 19:35
Nova lei do TdC: Administração Pública não terá "incentivos" para garantir a legalidade dos gastos
Política

Nova lei do TdC: Administração Pública não terá "incentivos" para garantir a legalidade dos gastos

A presidente do Tribunal de Contas alertou que o novo modelo de fiscalização dos gastos públicos não cria incentivos suficientes para a Administração Pública garantir a legalidade das despesas. Destacou que entidades mais pequenas, como as freguesias, levantam maiores preocupações face a esta nova lei. Alertou ainda para o problema dos contratos de longa duração, cujo impacto afeta gerações futuras e que, segundo a responsável, não estão a ser acautelados pelo atual sistema.

Jornal de Negócios09/09/26, 19:34