O Governo português garantiu esta quarta-feira, 9 de setembro, que mantém uma "boa relação" com a State Grid, a estatal chinesa que é a maior acionista da REN (Redes Energéticas Nacionais). A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou no Parlamento que não houve nenhum problema com o facto de a empresa pública chinesa deter uma posição significativa na transportadora de eletricidade e gás, sublinhando que existe um "diálogo e trabalho" contínuo.
A ministra lembrou que o Estado comprou recentemente 14% da REN, o que lhe confere agora capacidade para influenciar as decisões da empresa a partir de dentro. Maria da Graça Carvalho explicou que esta participação "é mais uma ferramenta para defender o interesse público numa empresa essencial para defender o sistema energético", permitindo ao Estado aumentar a sua capacidade de influência.
Questionada pelo deputy da Iniciativa Liberal Jorge Miguel Teixeira sobre a ligação entre o regresso do Estado à REN e uma eventual descida dos preços da eletricidade, a ministra respondeu que para diminuir os preços é necessário aumentar a percentagem de energia solar e renováveis, que têm custos mais baixos do que outras tecnologias. Segundo Maria da Graça Carvalho, "é uma questão de tempo" e a participação estatal é uma ferramenta adicional para influenciar decisões no interesse do país.
A compra desta participação de 14% na REN foi abordada pelo Governo durante a visita oficial do primeiro-ministro Luís Montenegro à China em setembro de 2025.




