O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A determinação foi feita após a AGU recorrer, nesta terça-feira (08), da decisão de Mendonça que afastou Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
No pedido apresentado ao STF, a AGU afirma haver "grave lesão à ordem pública e administrativa" e argumenta que a medida interfere na prerrogativa do presidente da República de escolher, nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal. O órgão sustenta que a produção e a divulgação dos relatórios de inteligência citados por Mendonça como justificativa para os afastamentos já estavam sob análise de Fachin, que havia dado cinco dias para a manifestação da PF sobre o caso.
Segundo a AGU, a descontinuidade da gestão da instituição pode comprometer as atividades de polícia judiciária e provocar desorganização dos serviços. O recurso foi protocolado após Mendonça determinar o afastamento dos dois diretores da PF, decisão que agora está sendo contestada pela AGU em nome do Poder Executivo.




