A questão da rentabilidade do ferry entre a Madeira e o continente tem sido usada como argumento para justificar o seu encerramento ou redução de serviço, o que o artigo considera um raciocínio absurdo quando aplicado a serviços essenciais.
O autor usa analogias para questionar esta lógica: um hospital ou uma estrada não deixam de ser necessários apenas porque não geram lucro, pelo que o mesmo deveria aplicar-se à ligação marítima com a Madeira.
O artigo defende que a insularidade da região cria uma dependência deste transporte que não existe noutros contextos, tornando-o um serviço público fundamental para os residentes, e não apenas uma questão comercial.
O autor conclui que o debate sobre o ferry não deveria ser encerrado com o simples argumento da "não rentabilidade", pois a questão é mais ampla e envolve direitos básicos dos cidadãos madeirenses.




