Comboio cancelado ou atrasado? Novo direito vai entrar em vigor e vai poupar-lhe horas de espera (e dinheiro)Foto de Tumisu no Pexels
NegóciosFaro

Comboio cancelado ou atrasado? Novo direito vai entrar em vigor e vai poupar-lhe horas de espera (e dinheiro)

Postal do Algarve8 de setembro de 2026 às 17:30

A partir de 1 de outubro de 2026, entra em vigor em Portugal um novo direito para passageiros ferroviários. Quando um comboio é atrasado ou cancelado, o operador tem um prazo máximo de 100 minutos, contados a partir da hora prevista de partida, para apresentar alternativas ao passageiro. Se esse prazo expirar sem que seja oferecida uma solução adequada, o passageiro pode, por iniciativa própria, contratar outro operador de transporte público, seja ferroviário ou rodoviário, para prosseguir viagem.

O novo direito consta do Decreto-Lei n.º 173/2026, publicado a 1 de setembro, que adapta a legislação portuguesa às regras europeias relativas aos direitos dos passageiros ferroviários. O diploma abrange diversas matérias, incluindo atrasos, cancelamentos, reembolsos, indemnizações e reencaminhamento de passageiros. A contagem dos 100 minutos inicia-se na hora prevista de partida do serviço afetado ou a partir da perda de uma correspondência.

Para recuperar o dinheiro gasto com o transporte alternativo, o passageiro deve guardar comprovativos como bilhetes e recibos. A legislação determina que são reembolsados apenas custos devidamente documentados, fundamentados e considerados necessários, adequados e razoáveis. Além disso, quem recebe reembolso ou prossegue viagem por outra via perde o direito de utilizar posteriormente o título de transporte original.

A nova legislação mantém ainda regras de indemnização por atrasos: 25% do preço do bilhete para atrasos entre 60 e 119 minutos, e até 50% para atrasos iguais ou superiores a 120 minutos, desde que não resultem de circunstâncias extraordinárias, de situações imputáveis ao passageiro ou de comportamentos de terceiros que o operador não pudesse evitar.

Notícias relacionadas

Negócios

Senegal vai negociar perfil da dívida soberana e tentar evitar ‘default’

O Senegal vai negociar com os credores o reperfilamento da dívida soberana em vez de uma reestruturação, anunciou o primeiro-ministro Ahmadou Al Aminou Lo, dias depois de as agências Standard & Poor's e Moody's terem descido o rating do país. O reperfilamento permite prolongar prazos e renegociar taxas de juro sem implicar um 'default' automático, ao contrário de uma reestruturação. A decisão surge após a descoberta, há dois anos, de cerca de 10 mil milhões de dólares em empréstimos anteriormente não divulgados, que têm pressionado as finanças do país. O governo chegou a um acordo técnico com o FMI para um financiamento de 2,2 mil milhões de dólares, que ainda aguarda aprovação do conselho de administração. Analistas alertam que a incerteza quanto aos termos da operação manterá pressão sobre os preços das obrigações internacionais.

Eco08/09/26, 18:30
Quais são as tecnológicas que mais cresceram em Portugal?
Negócios

Quais são as tecnológicas que mais cresceram em Portugal?

As 50 empresas tecnológicas que mais crescem em Portugal estão a expandir os seus negócios, a exportar e a criar emprego, segundo dados apresentados num novo episódio do podcast "Economia dia a dia" do Expresso. No entanto, o crescimento do setor continua muito concentrado nas duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto. O episódio, conduzido por Juliana Simões, analisa os números e tendências deste setor em Portugal.

SIC Notícias08/09/26, 18:30
Quanto faturam as 50 tecnológicas que mais crescem em Portugal?
Negócios

Quanto faturam as 50 tecnológicas que mais crescem em Portugal?

O novo episódio do podcast "Economia dia a dia" do Expresso, conduzido por Juliana Simões, analisa os números das 50 empresas tecnológicas que mais crescem em Portugal, revelando que estas empresas crescem, exportam e criam emprego, mas permanecem muito concentradas nas regiões de Lisboa e do Porto.

Expresso08/09/26, 18:20
Negócios

Verba esgotada deixa 100 empresas sem apoio pós-Kristin

Cerca de 100 empresas da Região de Leiria, afetadas pelos incêndios de outubro de 2023 (conhecidos como Kristin), ficam sem apoios para reindustrialização após a verba disponível se ter esgotado. A Comunidade Intermunicipal de Leiria confirma que estas empresas tinham candidaturas elegíveis ao programa de apoio, mas os fundos disponíveis já não são suficientes para responder a todas as necessidades. A situação deixa os empreendedores sem o suporte financeiro necessário para reconstruir e relançar as suas atividades na região.

Observador08/09/26, 18:19