O Ministério da Educação português manifestou "preocupação" com os resultados do PISA 2025, que revelam um declínio histórico nos desempenhos dos alunos portugueses. Portugal obteve 462 pontos a Leitura, oito pontos abaixo do resultado de 2000, e 460 pontos a Matemática, aproximando-se dos valores de 2003. No ranking geral, o país surge em 29.º lugar a Ciências, 26.º a Leitura e 30.º a Matemática. O estudo envolveu quase sete mil portugueses de 15 anos, entre mais de 760 mil alunos de 91 países.
Alexandre Homem Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação desde abril de 2024, descartou responsabilidades políticas diretas nos resultados, mas assumiu a responsabilidade de encontrar soluções até 2029. O governante considerou que "estes resultados do ponto de vista da política pública não estão diretamente ligados ao período deste Governo", embora o executivo se sinta responsável por inverter a tendência de declínio.
Segundo contas da OCDE, a redução dos conhecimentos representa pelo menos a perda de um ano de aprendizagens. O Ministério da Educação pretende ter os alunos portugueses acima da média da OCDE na próxima edição do PISA, em 2029. Entre as medidas em curso, Homem Cristo apontou o investimento em bibliotecas para o 1.º ciclo, o diagnóstico de fluência leitora e um novo programa de formação em didática do ensino da leitura para professores, preparado pelo EduQA.
O governante identificou como fatores explicativos o impacto da pandemia de Covid-19 nestes jovens, ainda no 1.º ciclo na altura, e a crescente dificuldade de concentração em tarefas que exigem maior esforço. Defendeu uma maior diversidade pedagógica através da revisão do currículo e das aprendizagens essenciais, permitindo aos professores adaptar recursos às necessidades de cada aluno. Reconheceu ainda que a falta de professores e técnicos penaliza os alunos, mas salientou que o reforço de meios, por si só, não é suficiente para melhorar os resultados.




