Os custos de construção de habitação nova aumentaram 6,8% em julho face ao mesmo mês do ano passado, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta variação homóloga representa um abrandamento de 0,6 pontos percentuais em relação ao mês anterior, depois de ter acelerado em junho.
O aumento deste indicador foi impulsionado principalmente pelo custo da mão-de-obra, que cresceu 7,3% em julho, desacelerando 1,1 pontos percentuais face ao crescimento de 8,4% registado em junho. O preço dos materiais teve uma variação de 6,3%, menos uma décima comparativamente ao mês precedente. Ambos os fatores contribuíram com 3,4 pontos percentuais cada para a variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova.
Entre os materiais com maior impacto positivo na variação agregada, destacam-se o fio de cobre nu e revestido, com uma subida de cerca de 25%, os tubos de PVC, com um aumento de perto de 20%, e os betumes, com uma valorização homóloga de aproximadamente 15%. O INE refere que não se verificou qualquer redução homóloga nos materiais observados para a formulação do índice.
Na variação mensal, o índice de custos de construção de habitação nova registou uma variação nula em julho, 0,8 pontos percentuais abaixo do valor de junho. Esta estabilidade mensal foi resultado de uma subida de 0,3% no preço dos materiais e de uma descida de 0,3% no custo da mão-de-obra.




