Os avanços na medicina estão a permitir que pessoas com fibrose quística façam hoje planos de vida que, há duas décadas, seriam impossíveis de concretizar. Graças aos progressos nos tratamentos e no diagnóstico precoce, mais de metade dos doentes com fibrose quística são atualmente adultos, quando há 20 anos a maioria das mortes ocorria na infância ou adolescência.
A fibrose quística é uma doença genética degenerativa que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo, causando acumulação de muco espesso que dificulta a respiração e a digestão. Esta condição requer tratamentos diários rigorosos, incluindo fisioterapia respiratória, medicação e uma alimentação específica para manter a qualidade de vida dos pacientes.
Esta mudança demográfica traz novos desafios para o sistema de saúde, que precisa de se adaptar para acompanhar os adultos com fibrose quística ao longo de toda a vida. Os profissionais de saúde enfrentam agora questões relacionadas com planeamento familiar, gestão de doenças crónicas a longo prazo e complicações associadas ao envelhecimento com esta condição.
Os especialistas salientam que, apesar dos progressos significativos, a fibrose quística continua a ser uma doença grave que exige acompanhamento médico permanente. Contudo, o futuro dos doentes é hoje mais risonho, permitindo-lhes pensar em carreiras profissionais, relationships e planos a longo prazo que anteriormente eram improváveis.




