Trabalha no calçado? Pode estar prestes a receber um aumento no salário!Foto de Life-Of-Pix no Pexels
NegóciosPorto

Trabalha no calçado? Pode estar prestes a receber um aumento no salário!

Felgueiras Magazine7 de setembro de 2026 às 17:02

O Governo português publicou no dia 7 de setembro uma nova lei que torna obrigatórios os aumentos salariais e o subsídio de refeição para todos os trabalhadores do setor do calçado em Portugal continental, abrangendo quase 19 mil pessoas. Anteriormente, existia desde março um acordo entre a APICCAPS (associação dos patrões) e a FESETE (sindicato dos trabalhadores), mas este apenas se aplicava às empresas filiadas nessas organizações.

A lei estabelece novos valores mínimos consoante a categoria profissional: nas categorias mais elevadas, o salário mínimo passa a ser de 1.350 euros mensais, nas intermédias situa-se entre 920 e 1.150 euros, e nas mais baixas corresponde a 736 euros (80% do Salário Mínimo Nacional). O subsídio de refeição também aumenta de 4 para 4,50 euros por dia para todos os trabalhadores do setor.

Dos cerca de 24.900 trabalhadores a tempo inteiro no setor do calçado e atividades afins, aproximadamente 18.760 (três em cada quatro) ganhavam menos do que os novos valores mínimos e vão agora receber o aumento. A maioria são mulheres, representando sete em cada dez beneficiários deste ajustamento salarial.

Embora a lei entre em vigor cerca de 12 de setembro, os aumentos são pagos com efeitos retroativos a 1 de julho de 2026, obrigando as empresas a compensar a diferença desde essa data. O objetivo do Governo é garantir condições mínimas iguais para todos os trabalhadores e evitar que empresas não filiadas obtenham vantagem competitiva desleal. A lei não se aplica aos Açores nem à Madeira, onde essas decisões são da competência dos Governos Regionais.

Notícias relacionadas

Negócios

Aumento do preço dos combustíveis para valores recorde gera protestos em Portugal

Os preços da gasolina e do gasóleo atingiram valores recorde em Portugal, provocando uma marcha lenta e um buzinão como forma de protesto por parte dos cidadãos. Esta situação não é exclusiva de Portugal, uma vez que os combustíveis também alcançaram máximos históricos em toda a Europa, alimentando o descontentamento social e a pressão sobre os consumidores europeus.

Euronews Portugal07/09/26, 18:06
Negócios

PRR. Carris apresenta mais 29 autocarros elétricos

A Carris apresentou mais 29 autocarros elétricos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), reforçando a sua frota sustentável. O presidente da empresa, Rui Lopo, adiantou que até ao final do ano serão investidos dois milhões de euros em infraestruturas elétricas para apoiar esta transição.

Observador07/09/26, 18:02
Negócios

Quanto custa manter o carro em dia no distrito de Aveiro (e onde vale a pena poupar)

O distrito de Aveiro, com 19 concelhos e mais de 700 mil habitantes, depende maioritariamente do carro para as deslocações diárias. O artigo detalha os custos de manutenção automóvel, incluindo pneus (320 a 540 euros para um jogo completo), reparação de jantes (38 a 70 euros por jante) e revisões periódicas, alertando que estas despesas variáveis mas previsíveis devem ser orçamentadas com antecedência para evitar imprevistos. A Inspeção Periódica Obrigatória custa 37,47 euros em 2026, sublinhando a importância da prevenção para evitar despesas maiores.

NotíciasdeAveiro.pt07/09/26, 18:00
Negócios

BEI e Governo assinam financiamento de 500 milhões de euros para habitação social

O Governo português e o Banco Europeu de Investimento (BEI) assinaram um financiamento inicial de 500 milhões de euros para a construção e reabilitação de habitação social ao abrigo do programa 1.º Direito. Esta é a primeira tranche de uma linha total de 1.500 milhões de euros, com taxas de juro mais baixas e períodos de carência mais longos. O financiamento destina-se a municipalities que identificaram necessidades habitacionais que não puderam ser integralmente financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cabendo às câmaras acomodar parte do investimento nas suas estratégias locais de habitação.

Eco07/09/26, 17:59