A Forbes Portugal lançou a sua lista anual das mulheres Mais Poderosas nos Negócios 2026, distinguindo 55 portuguesas que mais se destacaram no panorama económico nacional e internacional. O ranking está organizado por 11 categorias, cada uma correspondente a um setor de atividade, e foi elaborado com base na carreira, influência e impacto de cada mulher. A grande maioria das selecionadas pertence à mesma geração, muitas na casa dos 50 anos, e são descritas como independentes e empreendedoras.
Um estudo da Randstad Research revela que as mulheres portuguesas detêm 59,1% do capital humano qualificado na Europa, ficando apenas atrás da Estónia e da Letónia. Contudo, ocupam apenas 15,7% dos cargos de CEO e direção nas maiores empresas do país. No campo salarial, persiste uma diferença de 17,3%, traduzindo-se num diferencial de 205 euros entre a média masculina de 1.388 euros e a feminina de 1.183 euros.
Paula Amorim, na categoria de Energia, continua a ser a mulher mais pontuada com 88 pontos, seguida de Cláudia Azevedo com 87 pontos. Em terceiro lugar, empatadas com 86 pontos, estão Mafalda Duarte, Maria Ramos e Ana Figueiredo. A metodologia aplicada pela Forbes avaliou mais de 150 nomes, atribuindo um máximo de 20 pontos com base em cinco critérios: Fortuna, Poder de Decisão, Poder de Influência, Dimensão do Negócio e Empreendedorismo.
Entre as primeiras classificadas nas 11 categorias estão Carla Rebelo, CEO da Randstad Portugal, na categoria de Serviços, e Isabel Vaz, CEO do grupo Luz Saúde, na Saúde. Na entrevista à Forbes, a cientista Maria Manuel Mota alertou que as mulheres ainda sentem um peso invisível sobre o seu papel na sociedade, enquanto Carla Rebelo defendeu que as mulheres deveriam estar muito mais nos planos de sucessão e que é necessário dar a mesma oportunidade a homens e mulheres para terem condições de igualdade.




