A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, voltou a afastar uma reforma estrutural da Segurança Social, indicando que este é um momento para reflexão, mas admitiu que qualquer entendimento futuro terá que depender de um pacto de regime entre os partidos políticos. Em declarações aos jornalistas à margem da conferência "Social Conecta: Primeiro Pessoas", a ministra manifestou "total" disponibilidade para ser ouvida na Assembleia da República sobre o relatório do grupo de trabalho criado para estudar a reforma da Segurança Social.
A ministra garantiu que "as pensões atuais são absolutamente sagradas" e explicou que o objetivo do relatório é "dotar os poderes públicos, toda a sociedade civil e todos os partidos políticos" de elementos para refletirem sobre o problema da sustentabilidade da Segurança Social, conforme estava inscrito no programa do Governo.
Questionada sobre se as medidas sugeridas pelo grupo de trabalho liderado por Jorge Bravo, como a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática ou a criação de uma conta de poupança para a reforma para os jovens, poderiam avançar nesta legislature, Palma Ramalho não respondeu diretamente, limitando-se a afirmar que "desse entendimento se verá o que avança primeiro e em que circunstâncias é que avança".




