A Amazon está a ser processada pela agência de proteção dos consumidores dos Estados Unidos (FTC) e por 22 Estados norte-americanos por manipulação de leilões de publicidade na sua plataforma de comércio eletrónico. A queixa foi depositada esta semana num tribunal federal de Seattle, onde a gigante está sedeada, acusando a empresa de ter sobrefaturado secreta e sistematicamente 1,2 milhão de anunciantes, dos quais mais de meio milhão são pequenas e médias empresas.
Segundo a acusação, a Amazon terá manipulado o sistema de fixação de preços de instrumentos de promoção, como as exibições patrocinadas que privilegiam produtos nos resultados de pesquisa, permitindo receitas suplementares de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros) desde 2019. A FTC alega que a empresa começou a alterar a sua estratégia de leilões em 2018 para aumentar os preços pagos pelos anunciantes de forma imperceptível.
A denúncia afirma que os custos inflacionados de publicidade contribuem para que os consumidores paguem preços mais elevados, uma vez que as taxas de publicidade, combinadas com as taxas de conta, referência e logística, reduzem as margens de lucro dos vendedores, levando a aumentos de preços suportados pelos consumidores.
A Amazon rejeitou todas as acusações, garantindo que nenhum anunciante paga mais do que o preço ganho no leilão e que o custo médio por clique se manteve estável entre 2019 e 2025, ajustado à inflação. Este é já o terceiro grande processo movido pela FTC contra a empresa nos últimos anos.




