O Teatro Nacional de São João (TNSJ) no Porto apresentou a sua programação para a temporada 2026/2027, descrita como tendo um "saudável caráter mestiço". O diretor artístico Nuno Cardoso, escolhido por unanimidade para o cargo que assumiu em dezembro de 2025, afirmou considerar-se privilegiado por fazer há 20 anos aquilo de que gosta. A programação reflete um ecletismo que inclui estreias diversificadas e várias coproduções.
A temporada arranca com 'Maiúscula', um solo de Jacinto Lucas Pires encenado por Marcos Barbosa e interpretado por Luísa Cruz no papel de Benedetta Croce, uma atriz de certa idade a quem um realizador propõe um projeto chamado Medeia. A peça estreia a 9 de setembro e segue em digressão nacional pelas cidades da Lousã, Tavira e Bragança. De seguida, estreia a ópera 'Relicário Perpétuo', celebração do V Centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, com composição musical de Luís Tinoco, libreto de Luísa Costa Gomes, encenação de Nuno Carinhas e direção musical de Joana Carneiro com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Entre os destaques incluem-se 'Kung-Fu', solo autobiográfico do dramaturgo congolês Dieudonné Niangouna, encenado por Renata Portas com Diogo Tormenta, que convida o público a participar do combate teatral entre 17 e 19 de setembro. Já Tiago Guedes dirige 'Anatomia de um suicídio', de Alice Birch, uma peça que apresenta três gerações de mulheres em três tempos e espaços distintos, com o fantasma do suicídio sempre presente.
A programação contempla ainda coproduções com novas companhias e artistas que participam pela primeira vez no São João. Entre elas está uma parceria com o Teatro Aberto de Lisboa para a apresentação de 'Caravana', de João Luís Barreto Guimarães, com encenação de João Pedro Vaz. Está também prevista a leitura de Gonçalo Waddington de 'O Pai', de Strindberg, numa coprodução com o São Luiz Teatro Municipal, também em Lisboa.




