O artigo comenta a situação política portuguesa atual, centrada na figura de André Ventura, líder do partido Chega. O título questiona se ignorar André Ventura não será, paradoxalmente, permitir que a sua visibilidade e influência cresçam.
A peça refere que, enquanto Luís Neves foi apanhado no que é descrito como o "carro dos traficantes" — uma referência a um escândalo envolvendo um político social-democrata em contexto de criminalidade —, e enquanto o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa permanece discretamente afastado, André Ventura continua a dominar a atualidade política.
O comentador sugere que Luís Montenegro, líder do PSD, adota uma postura de fingir que nada vê perante estas circunstâncias, evitando confrontar diretamente a situação ou o crescimento de Ventura.
O artigo conclui que, ao não enfrentar diretamente André Ventura, os restantes atores políticos podem estar, inadvertidamente, a contribuir para que ele continue a dar "espetáculo" diário e a consolidar a sua posição no cenário político português.




