Nem tudo o que o smartwatch diz “é ouro”: há um número no seu pulso que pode estar a enganá-lo
Ciência

Nem tudo o que o smartwatch diz “é ouro”: há um número no seu pulso que pode estar a enganá-lo

SAPO Notícias5 de setembro de 2026 às 16:00

Milhares de pessoas em Portugal e no mundo confiam nos smartwatches para medir as calorias queimadas durante o exercício físico. Após terminarem o treino, olham para o pulso e veem um número, como por exemplo 500 calorias, e sentem que a missão foi cumprida. No entanto, a precisão desses dados pode ser questionável.

Estudos e especialistas na área da saúde e tecnologia têm alertado que os algoritmos utilizados pelos smartwatches para calcular o gasto calórico são frequentemente baseados em estimativas genéricas e não em medições individuais reais. Os dispositivos usam sensores como acelerómetros e monitores de frequência cardíaca, mas estes dados nem sempre refletem com exatidão o esforço real de cada pessoa.

A questão é que cada organismo é diferente, e fatores como idade, peso, composição corporal, nível de condicionamento físico e até a genética influenciam significativamente o gasto calórico. Um smartwatch não consegue medir todos estes variáveis de forma precisa, o que pode levar a uma sobrestimação ou subestimação significativa das calorias queimadas.

Este fenómeno pode ter consequências práticas: quem utiliza esses dados para gerir a alimentação ou controlar o peso pode estar a fazer cálculos incorretos. A recomendação dos especialistas é não confiar cegamente nos números apresentados pelos dispositivos e considerar essas leituras como estimativas aproximadas, não como valores exatos.

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