O Ministério do Ambiente e Energia anunciou no sábado que foram integralmente cumpridas 51 metas sob a sua responsabilidade no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, num investimento total superior a 1.800 milhões de euros. A ministra Maria da Graça Carvalho salientou que os investimentos se traduziram em resultados concretos para as famílias, os serviços públicos e a capacidade do país para responder aos desafios climáticos e energéticos.
Na gestão da água e reforço da resiliência hídrica, o Algarve concentrou 106 milhões de euros no Plano Regional de Eficiência Hídrica. Foram intervencionados 204 quilómetros de redes urbanas, acima da meta mínima de 125 quilómetros, permitindo uma poupança de 2,56 hectómetros cúbicos de água. Quatro estações de tratamento de águas residuais foram intervencionadas, com capacidade para disponibilizar anualmente oito hectómetros cúbicos de água para reutilização, e a capacidade de transferência de água entre o Sotavento e o Barlavento passou para 600 litros por segundo.
Na eficiência energética e combate à pobreza energética, foram executados cerca de 556 milhões de euros, abrangendo mais de 85 mil habitações através do Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis, 20 mil Vales Eficiência e 53.600 vales do programa E-LAR. Na transição energética, foram investidos cerca de 267 milhões de euros em hidrogénio e gases renováveis, e 180 milhões de euros em flexibilidade da rede elétrica e armazenamento de energia.
Nos transportes públicos, o investimento permitiu atingir 952 autocarros de zero emissões, superando o objetivo de 860 veículos previsto no PRR. Na economia azul, foram construídos os polos "Smart Ocean" de Peniche, Leixões I e Algarve, e renovado o polo de Aveiro. Na bioeconomia e resíduos, foram apoiados projetos nos setores do têxtil, vestuário, calçado e resina natural, incluindo a aprovação do novo Regime Geral de Gestão de Resíduos.




