As alterações no padrão de sono, como acordar durante a madrugada, dificuldade para pegar no sono e insônia, são situações comuns entre pessoas com mais de 60 anos. Embora sejam consideradas parte do processo natural de envelhecimento e de fatores múltiplos, essas mudanças no sono precisam ser observadas com atenção, pois afetam a manutenção saudável do cérebro.
Um estudo publicado na revista médica Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revelou que pessoas entre 40 e 60 anos que têm noites mal dormidas podem desenvolver sinais de envelhecimento cerebral. Os resultados reforçam que a qualidade do sono exerce um papel importante na saúde do cérebro ao longo da vida.
No Brasil, cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com demência, de acordo com o Relatório Nacional sobre a Demência, divulgado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa sugere que mudanças nos hábitos e na alimentação antes de dormir podem contribuir para um sono mais tranquilo e, consequentemente, ajudar na proteção da memória e da saúde cerebral.




