O comércio eletrônico brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 235,5 bilhões, representando uma alta de 15,3% em relação ao ano anterior, conforme projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). Para o ano atual, a expectativa é de um faturamento de R$ 258,9 bilhões, com avanço de 9,9%, totalizando 460,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 562,15.
Esse crescimento tem direcionado a atenção do varejo digital para o último elo da cadeia logística: entregar no prazo prometido em escala nacional. O país registrou 8.570 ocorrências de roubo de carga em 2025, uma queda de 16,7% frente a 2024, segundo levantamento da NTC&Logística.
Apesar da redução no número de ocorrências, o prejuízo direto permaneceu próximo de R$ 900 milhões e ultrapassa R$ 1 bilhão quando somados efeitos indiretos como seguros, escoltas, interrupções e atrasos no abastecimento. O crescimento do e-commerce convive com esses riscos que afetam custo e continuidade operacional.
A operação da J&T Express exemplifica o desafio enfrentado pelo setor. Segundo a companhia, sua malha alcança 100% dos CEPs brasileiros e os 5.570 municípios do país, demonstrando a escala necessária para atender à demanda crescente do comércio eletrônico nacional.




