Os CTT e o BCC — Grupo Cooperativo Cajamar, banco espanhol, encerraram as negociações sobre uma potencial aquisição do Banco CTT, sem chegarem a acordo. A Bloomberg avançou esta informação, dando conta da desistência dos espanhóis do negócio.
O interesse espanhol levou os CTT a trabalhar com o BNP Paribas para explorar opções para o seu negócio bancário, no início deste ano. O grupo liderado por Guy Pacheco contratou também o banco Rothschild para avaliar as possibilidades em relação ao Banco CTT. Os CTT confirmaram ter recebido uma abordagem não solicitada e não vinculativa, embora tenham referido que era demasiado cedo para dizer se conduziria a um negócio.
Com os espanhóis a desistirem, os CTT continuam a avaliar opções estratégicas para o Banco CTT, mantendo o foco no crescimento da base de clientes e no reforço das capacidades digitais. Em 2022, o grupo vendeu uma participação de 8,7% do Banco CTT à seguradora Tranquilidade Generali, numa operação avaliada em 290 milhões de euros.
No início do ano, o então CEO dos CTT, João Bento, admitiu em entrevista a possibilidade de um spin-off do banco e posterior colocação em bolsa, referindo que "não somos o acionista ideal para um banco", uma vez que a integração do Banco CTT no Grupo CTT dificulta a avaliação da empresa por parte de investidores e analistas.




