Os valores médios do Rendimento Social de Inserção variam significativamente entre distritos. Segundo dados da Segurança Social relativos a março de 2026, o distrito de Faro apresenta uma média de 361,20 euros por agregado familiar, enquanto Beja atinge os 483,70 euros, uma diferença de 122,50 euros mensais. Estes valores representam uma média 33,9% superior em Beja comparativamente a Faro, mas não correspondem a montantes fixos estabelecidos para cada território.
Os dados são produzidos pelo Instituto de Informática e divulgados pela Direção-Geral de Coordenação e Planeamento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. A própria entidade alerta que os dados mensais são provisórios. A diferença entre as médias territoriais pode resultar da dimensão dos agregados beneficiários, do número de adultos e menores e dos rendimentos contabilizados em cada processo.
O RSI não tem um valor único para todas as famílias. O cálculo é nacional e depende da composição e recursos económicos de cada agregado. Em 2026, o valor de referência é 247,56 euros, sendo considerados 100% para o requerente, 70% por cada adulto adicional e 50% por cada menor. Uma família composta por requerente, um adulto e uma criança tem, por exemplo, um limite de 544,63 euros antes dos descontos.
O RSI destina-se a pessoas em situação de pobreza extrema e combina uma prestação mensal com um programa de inserção social e profissional. A prestação é atribuída durante 12 meses e renovada automaticamente. Alterações nos rendimentos ou na composição familiar podem levar ao recálculo. As atuais regras aplicam-se até 30 de dezembro de 2026, data a partir da qual o RSI será integrado na nova Prestação Social Única.




