O número de novas ações judiciais contra planos de saúde superou o volume registrado contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), até junho de 2026 foram protocoladas 181 mil ações relacionadas à saúde suplementar, contra 164 mil envolvendo o sistema público, uma diferença de 10,4%.
O dado consta do Painel de Estatísticas Processuais de Direito à Saúde do CNJ e foi apresentado pela conselheira e presidente do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), Daiane Nogueira de Lira.
Elton Fernandes, advogado especialista em planos de saúde e professor convidado da Universidade de São Paulo, explica que a inversão histórica pode estar relacionada ao cálculo financeiro das próprias operadoras. Segundo ele, uma hipótese é que parte das operadoras prefira correr o risco de ser processada a liberar de imediato tratamentos previstos no rol ou na cobertura contratual.




