Linha da Beira Baixa reabre na totalidade dia 20Foto de Jonathan Borba no Pexels
NegóciosCastelo Branco

Linha da Beira Baixa reabre na totalidade dia 20

Jornal Notícias da Covilhã4 de setembro de 2026 às 14:04

A Linha da Beira Baixa vai reabrir na totalidade no próximo dia 20 de setembro, anunciou a Infraestruturas de Portugal. O troço entre as estações de Mouriscas-A e Vila Velha de Ródão estava encerrado desde 11 de fevereiro, na sequência da tempestade "Kristin", que provocou deslizamentos de terras num talude de aterro entre os quilómetros 39,150 e 39,270. Com a reabertura, voltam a circular comboios de mercadorias e de passageiros, operados pela CP, em toda a extensão da linha.

A recuperação da infraestrutura representou um investimento global de 3,4 milhões de euros. Os trabalhos incluíram a estabilização dos taludes com cerca de 5.500 metros cúbicos de enrocamento, a construção de duas estruturas em betão armado fundadas em microestacas para reforço da plataforma ferroviária, a reabilitação do sistema de drenagem e a reposição integral da via-férrea, das telecomunicações e dos sistemas de terras. A IP salienta que a intervenção decorreu em condições particularmente exigentes, devido ao acesso limitado ao local, à instabilidade da plataforma e às elevadas temperaturas registadas durante a execução.

Paulo Carmona, presidente da Infraestruturas de Portugal, afirmou que a reabertura representa "muito mais do que a conclusão de uma obra", tratando-se do regresso de "uma ligação ferroviária essencial para as populações". Pedro Moreira, presidente da CP, destacou que a reposição permite voltar a assegurar um serviço essencial para a mobilidade das populações e a ligação entre territórios, reforçando o compromisso da empresa em proporcionar deslocações acessíveis e sustentáveis.

Inicialmente apontado para setembro, o prazo de reabertura foi depois revisto para o final do ano pelo anterior presidente da IP, Miguel Cruz, que referia a complexidade da localização junto ao rio. Nos últimos meses, a CP assegurou o transbordo rodoviário em alguns troços, com supressão de alguns comboios regionais e Intercidades, que estarão agora de volta com a reabertura total da linha.

Notícias relacionadas

Negócios

Porque é que a gasolina e o gasóleo estão tão caros se o crude não bate recordes?

Os preços da gasolina e do gasóleo permanecem elevados na Europa, mesmo quando o preço do crude não atinge máximos históricos. Esta discrepância deve-se a uma conjugação de fatores: a limitada capacidade de refinação, os fluxos comerciais perturbados e, sobretudo, a escassez de combustíveis finais como o gasóleo. Estes elementos estão a manter os preços dos combustíveis altos, agravando a inflação na região europeia.

Euronews Portugal05/09/26, 06:00
Barcos italianos desembarcan 22 toneladas de pez espada en Vinaròs
Negócios

Barcos italianos desembarcan 22 toneladas de pez espada en Vinaròs

O porto de Vinaròs tem recebido nas últimas semanas a chegada recorrente de embarcações de pesca italianas, maioritariamente procedentes da Sicília, que estão a descarregar grandes quantidades de peixe-espada. Esta atividade destaca a dimensão mediterrânica da lota de Vinaròs e o seu papel como ponto estratégico para as frotas pesqueiras da região.

El Periódico Mediterráneo - General05/09/26, 05:30
Negócios

Como financiar novo investimento público depois do PRR?

O editorial aborda a questão do financiamento de novos investimentos públicos em Portugal após o fim do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência). Embora haja consenso sobre a necessidade de concretizar os investimentos pendentes do PRR, o término dos fundos europeus levanta interrogações sobre como o país poderá financiar futuros investimentos públicos. Marta Moitinho Oliveira analisa os desafios e as possíveis estratégias para garantir recursos financeiros para o investimento público num contexto pós-PRR.

Público05/09/26, 05:30
La 'obra interminable' del corredor mediterráneo sigue sin fecha para su puesta en servicio: Adif explica las causas
Negócios

La 'obra interminable' del corredor mediterráneo sigue sin fecha para su puesta en servicio: Adif explica las causas

A obra do corredor mediterrâneo ferroviário continua sem data definida para entrada em funcionamento, com a Adif a explicar os motivos dos atrasos. O início do ano letivo está a afetar diretamente o número de passageiros nos serviços de Cercanías entre Castelló e València, na linha C6. A Renfe anunciou que durante este mês serão gradualmente implementadas até sete circulações adicionais, recorrendo inclusivamente a comboios usados do modelo Civia 465, provenientes dos serviços de Cercanías de Madrid, que em alguns casos já têm mais de duas décadas de serviço, o que tem gerado controvérsia.

El Periódico Mediterráneo - General05/09/26, 05:15