Primeiro semestre forte deixa Portugal em linha para crescer em torno de 2% este anoFoto de Rodolfo Gaion no Pexels
Negócios

Primeiro semestre forte deixa Portugal em linha para crescer em torno de 2% este ano

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 13:43

O Fórum para a Competitividade mantém a expectativa de que a economia portuguesa cresça próximo de 2% este ano, apesar da deterioração das expectativas para a segunda metade de 2026. O crescimento de 2,5% registado no primeiro semestre deve garantir este resultado, ainda que o investimento esteja em queda e a produtividade também tenha recuado. Na nota de conjuntura de agosto, o think-tank nacional reforça que seria necessário que muita coisa corresse mal para que o crescimento do conjunto do ano ficasse muito abaixo dos 2%.

Esta previsão mantém-se apesar dos sinais menos animadores para o resto do ano. O indicador diário de atividade do Banco de Portugal sinaliza uma queda em julho e agosto, deixando antever um arranque fraco do segundo semestre, enquanto os índices de confiança têm oscilado. A queda do investimento é surpreendente face ao Plano de Recuperação e Resiliência, que deveria impulsionar esta componente do PIB, mas a fraqueza surge sobretudo da categoria de 'outras máquinas', o que sugere que o programa não está a ser capaz de dinamizar a economia.

No comércio externo, os números do segundo trimestre foram promissores, mas as tensões geopolíticas e as perturbações nas cadeias de abastecimento obrigam a contenção nas projeções até final do ano. O Fórum não espera um grande dinamismo do investimento nos próximos trimestres.

A nível externo, o cenário é ainda menos favorável. As esperanças de acordo de paz no Médio Oriente são cada vez menores e o petróleo voltou a subir, antecipando aumentos nos preços da energia. O Banco Central Europeu deve aumentar juros, enquanto as yields das dívidas soberanas continuam em trajetória ascendente, o que penalizará as finanças públicas.

Notícias relacionadas

Negócios

Trabalhadores de app têm jornada maior, mas ganham menos por hora, aponta estudo do IBGE

Um estudo do IBGE revelou que trabalhadores de plataformas digitais como iFood, Uber e 99 ganham em média R$ 2.892 por mês, valor próximo à média dos demais empregados do setor privado. No entanto, esses profissionais trabalham em média 43,6 horas semanais, acima das 37,4 horas dos outros trabalhadores, resultando em uma remuneração por hora inferior. Além disso, a maioria não possui direitos trabalhistas como FGTS, férias remuneradas ou décimo terceiro salário, já que é classificada como autônoma.

BBC News Brasil04/09/26, 15:38
Gasóleo atinge preço recorde nos Estados Unidos da América
Negócios

Gasóleo atinge preço recorde nos Estados Unidos da América

O preço do gasóleo nos Estados Unidos atingiu hoje um novo recorde de 5,85 dólares (cerca de cinco euros) por galão (3,8 litros), superando o máximo registado em 2022, segundo dados da Associação Automóvel Americana (AAA). O novo máximo surge num contexto de forte subida dos preços da energia desde que os Estados Unidos desencadearam uma guerra contra o Irão, com Teerão a retaliar, nomeadamente, através do bloqueio do estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o transporte de hidrocarb

dnoticias.pt04/09/26, 15:37
Negócios

2 irmãos lançam sonho de 1,5 milhões e prometem criar empregos em Oliveira do Hospital

Dois irmãos de Oliveira do Hospital estão a investir 1,5 milhões de euros na criação da empresa Pedro e Miguel Metal LDA, que vai instalar uma nova unidade dedicada à construção de casas modulares, prometendo gerar diversos postos de trabalho na região. O projeto representa um investimento significativo para o tecido empresarial local,aimando dinamizar a economia da zona e oferecer novas oportunidades de emprego aos moradores.

Notícias de Coimbra04/09/26, 15:36
Negócios

Governo anuncia 12 milhões de euros para apoiar viticultores

O Governo português anunciou um apoio de 12 milhões de euros para os viticultores da região do Douro que não conseguem escoar a sua produção nesta campanha. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que se trata de uma solução pontual para este ano, diferente dos apoios à destilação dos anos anteriores, e que para o futuro está prevista a criação de um fundo permanente para gerir as flutuações do mercado. O apoio justifica-se pelas características únicas da região, onde a substituição por outra cultura é muito difícil. Os problemas de escoamento agravaram-se este ano, com viticultores a queixarem-se da falta de compradores e dos baixos preços pagos pela uva, tendo havido mesmo um protesto simbólico com despejo de uvas na rua.

A Voz de Trás-os-Montes04/09/26, 15:36