O Governo português anunciou um apoio de 12 milhões de euros para os viticultores da região do Douro que não conseguem escoar a sua produção nesta campanha. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros. Este apoio representa uma solução pontual para este ano, diferente das medidas dos anos anteriores, que se focavam no apoio à destilação.
O ministro explicou que o Douro foi escolhido por ter características únicas que tornam muito difícil a substituição por outra cultura, criando dificuldades especiais para os produtores da região. Para o futuro, o Executivo já decidiu que a solução deve ser estrutural, através da criação de um fundo permanente para gerir as flutuações e dificuldades no mercado vinícola duriense.
Após um ano em que a produção no Douro decresceu para as 178.000 pipas de vinho, os problemas de escoamento agravaram-se novamente. Os viticultores queixam-se de não terem compradores, de só conseguirem vender as uvas do benefício destinado ao vinho do Porto e de receberem preços muito baixos pela uva. O conselho interprofissional do Instituto do Douro e Porto aprovou um benefício de 76.000 pipas para esta vindima, mais 1.000 do que no ano anterior, mas os operadores alertam para stocks elevados e quebras nas vendas.
Na quarta-feira, realizouse um protesto simbólico em que foram despejadas uvas na rua em frente à sede do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, no Peso da Régua, para alertar para a crise que afeta os pequenos e médios produtores durienses.




