A Fiscalía de Barcelona pediu formalmente ao juiz responsável pela investigação penal sobre a Glovo e o seu conselheiro delegado, Óscar Pierre, que o impute como presumível responsável de um crime contra os direitos dos seus repartidores. O organismo público considera que "existem indícios suficientes de crime" para concluir a fase prévia de investigação, que decorreu durante dois anos, e dar início ao processo judicial para condenar ou exonerar Pierre.
O caso diz respeito ao modelo de trabalho da Glovo, plataforma de entregas ao domicílio, e à forma como a empresa trata os seus repartidores. A Fiscalía entende que há elementos suficientes para levar a julgamento o responsável máximo da empresa por práticas que possam violar os direitos laborais destes trabalhadores.
Esta investigação decorreu durante dois anos antes de a Fiscalía decidir avançar para a fase judicial. O Ministério Público espanhol considera que existem provas suficientes para justificar que Óscar Pierre seja formalmente acusado e que o caso chegue a tribunal.
A Glovo, contactada pela publicação, recusou-se a realizar quaisquer comentários sobre esta decisão da Fiscalía de Barcelona. O julgamento será o momento em que se decidirá se Óscar Pierre será condenado ou exonerado das acusações.




