O Grupo SATA, que integra as companhias aéreas SATA Air Açores e Azores Airlines, apresentou os resultados do primeiro semestre num contexto descrito como "particularmente exigente" para o setor da aviação. Os custos com combustível aumentaram 29% no período, com um impacto económico estimado de cerca de 13 milhões de euros nas duas companhias aéreas. Apesar do aumento significativo dos custos com combustível, que subiu cerca de 53% no segundo trimestre, o grupo conseguiu melhorias nos prejuízos em ambas as companhias aéreas, beneficiando de medidas de otimização operacional e sustentabilidade financeira em curso.
Na Azores Airlines, o número de voos caiu 8,1%, para 5.037, e o número de passageiros diminuiu 7,7%, para cerca de 701 mil. Apesar da redução de atividade, as receitas operacionais mantiveram-se próximas do período homólogo, em 134,4 milhões de euros, graças a uma gestão mais eficiente da capacidade e da receita comercial. O prejuízo líquido melhorou para 37,1 milhões de euros, face aos 41 milhões de euros do período homólogo, uma redução de cerca de 3,9 milhões de euros. O EBITDA foi negativo em 7,6 milhões de euros, mas excluindo o impacto do combustível, teria sido positivo em cerca de 4 milhões de euros. Os cancelamentos duplicaram, passando de 122 para 249, com um impacto de cerca de 4 milhões de euros.
Na SATA Air Açores, os voos recuaram 4,4%, para 8.185, e os passageiros diminuíram 3,1%, para cerca de 435 mil. As receitas operacionais atingiram 54,9 milhões de euros e os custos operacionais totalizaram 52,1 milhões de euros, com os custos a recuarem mais do que as receitas. O prejuízo líquido foi de 2,1 milhões de euros, uma melhoria de aproximadamente 1,3 milhões de euros face aos 3,4 milhões de euros do período homólogo. O EBITDA aumentou de 1,3 milhões para 2,7 milhões de euros. Os cancelamentos na SATA Air Açores aumentaram 88%, passando de 555 para 1.044, com um impacto de cerca de 2,1 milhões de euros.
O presidente do conselho de administração, Tiago Santos, afirmou que os resultados demonstram a capacidade das equipas para responder ao contexto desafiante, mantendo o foco na otimização operacional e disciplina financeira. O grupo adiantou que dará continuidade às medidas de sustentabilidade financeira e que as medidas adotadas para mitigar o impacto dos combustíveis, nomeadamente na Azores Airlines, produzirão os seus efeitos em pleno no segundo semestre de 2026. A SATA Handling, que apresentou os primeiros resultados após a autonomização da atividade, registou vendas de 15,3 milhões de euros e um prejuízo líquido de 2,2 milhões de euros.




