Moçambique prevê concessionar em 2027 quase 200 quilómetros de estradas nacionaisFoto de Dionisio Tivane no Pexels
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Moçambique prevê concessionar em 2027 quase 200 quilómetros de estradas nacionais

Jornal Económico4 de setembro de 2026 às 11:50

A Administração Nacional de Estradas (ANE) de Moçambique prevê selecionar em 2027 o futuro concessionário de quase 200 quilómetros das estradas nacionais N2, N3 e N4, todas situadas na província de Maputo. O processo abrange a N4 com 96,8 quilómetros entre Maputo e a fronteira de Ressano Garcia, a N2 com 69 quilómetros entre a Matola, Boane e Namaacha, e a N3 com 31 quilómetros entre Impaputo, Goba e a fronteira com Essuatíni. A antecipação do concurso deve-se à proximidade do termo da atual concessão da N4, que termina em fevereiro de 2028 e está atribuída à Trans African Concession (TRAC), empresa resultante de uma parceria público-privada entre os governos de Moçambique e da África do Sul.

De acordo com Miguel Coanai, diretor-geral adjunto da ANE, os concorrentes pré-selecionados encontram-se atualmente a realizar levantamentos no terreno e a preparar as propostas técnico-financeiras, que devem ser apresentadas até ao final de novembro. O responsável adiantou que a entidade selecionada poderá começar a preparar os projetos de engenharia e os estudos necessários para a futura reabilitação das vias ainda durante a vigência da atual concessão, evitando assim interrupções na transição entre os dois modelos de gestão. Até ao momento, não foram apresentadas reclamações pelos concorrentes.

A N4 constitui um dos principais corredores logísticos da região, ligando o Porto de Maputo à África do Sul, enquanto a N2 e a N3 asseguram ligações estratégicas à fronteira com Essuatíni. Em janeiro de 2025, a TRAC anunciou um investimento de 82,3 milhões de euros para a reabilitação e o alargamento de 66 quilómetros da N4, entre Ressano Garcia e o nó de Tchumene, na Matola, numa obra com duração prevista de 24 meses, justificado pelo elevado tráfego pesado naquele corredor.

Paralelamente, a ANE procura investimento privado para a recuperação da Estrada Nacional Número Um (N1), principal eixo rodoviário do país com cerca de 2.600 quilómetros, incluindo troços críticos e segmentos afetados pelas chuvas da época 2025-2026. A instituição prevê ainda lançar concursos para a concessão de alguns troços da N1, com o objetivo de melhorar a transitabilidade e reforçar a circulação de pessoas e mercadorias.

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