Adeus SEAT, olá Cupra. A Volkswagen prepara-se para acabar com a marca já em 2029
Negócios
Экономика
Setúbal

Adeus SEAT, olá Cupra. A Volkswagen prepara-se para acabar com a marca já em 2029

ZAP Notícias4 de setembro de 2026 às 08:30

A Volkswagen está a considerar acabar gradualmente com a marca SEAT até 2029, segundo um documento interno obtido pelo jornal económico alemão WirtschaftsWoche. De acordo com o documento, a marca SEAT será descontinuada de forma ordenada e com otimização de custos, o mais tardar até ao final da década. Esta decisão marca um regresso ao cenário que tinha sido descartado há três anos, quando o ZAP noticiou que a marca não desapareceria.

A estratégia da Volkswagen passa por apostar tudo na Cupra, que se tornará a principal marca do grupo no segmento de veículos acessíveis. Paralelamente, a empresa poderá reduzir até 100 mil postos de trabalho como parte desta reestruturação.

O elétrico ID.EVERY1 parece garantir que a fábrica da Autoeuropa, em Palmela, não seja afetada por grandes sobressaltos. Este modelo deverá ser produzido nesta unidade portuguesa, assegurando a continuidade da produção na fábrica portuguesa.

O regresso da possibilidade de extinção da SEAT surge após anos de incerteza sobre o futuro da marca espanhola, que chegou a estar em risco de desaparecer do mercado europeu.

Notícias relacionadas

Negócios

Finanças dá luz verde à contratação de enfermeiros

O Ministério das Finanças deu luz verde ao Quadro Global de Referência do SNS, um instrumento de planeamento para três anos que permite aos hospitais avançar com a contratação de enfermeiros e de outros profissionais de saúde, respondendo às necessidades de recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde.

Jornal O Interior04/09/26, 09:17
Negócios

O escudo (limitado) de Portugal contra a subida dos juros

Portugal conseguiu reduzir a dívida pública em mais de um terço nos últimos seis anos, o que, combinado com o facto de apenas uma pequena parte da dívida estar sujeita à subida das taxas de juro, cria uma proteção significativa contra o agravamento dos custos de financiamento. Estes dois fatores funcionam como "escudos" que mitigam o impacto do aumento dos juros na economia portuguesa. Segundo a análise, o problema central de Portugal deixou de ser convencer os mercados da sua disciplina fiscal, passando a ser outra a questão de fundo que o país enfrenta.

Jornal de Negócios04/09/26, 09:15
Juros quase duplicam fatura das compras militares para 10 mil milhões
Negócios

Juros quase duplicam fatura das compras militares para 10 mil milhões

O custo nominal do programa de rearmamento SAFE quase duplica para perto de 11 mil milhões de euros, com cerca de 4.900 milhões de euros em juros a pagar até 2075. Os valores representam apenas projeções, uma vez que as emissões de dívida europeia que vão financiar o programa ainda não foram realizadas, o que significa que os custos finais dependem das condições de mercado futuras.

Jornal de Negócios04/09/26, 09:13
Negócios

Dinheiro mais caro está a dificultar grandes negócios em Portugal

Os negócios de compra e venda de empresas em Portugal estão a abrandar significativamente, com o valor das operações a cair quase 60% para 5,4 mil milhões de euros até agosto, segundo dados da TTR Data. O número de transações desceu quase 30% para cerca de 330. Entre os compradores em destaque estão os espanhóis (380 milhões), britânicos (220 milhões) e luxemburgueses (208 milhões), enquanto as empresas portuguesas focam-se em compras em Espanha (mais de 1,1 mil milhões). Um dos grandes negócios fechados este ano foi a compra da cimenteira Secil pela espanhola Molins por 1,4 mil milhões. Os principais entraves são o aumento do custo do financiamento devido às subidas das taxas de juro pelo BCE, a inflação persistente, a guerra no Médio Oriente que pressiona os combustíveis, e o desfasamento de expetativas entre vendedores e compradores. O Goldman Sachs alertou que a volatilidade das taxas de juro e a inflação persistente são ventos adversos para o resto do ano.

Jornal Económico04/09/26, 09:05