O Canal do Panamá começará a restringir o número de embarcações que transitam pela via navegável a partir desta sexta-feira, pela segunda vez na sua história, devido à seca causada pelo fenômeno climático El Niño. A medida prevê a redução do tráfego diário de navios de 36 para 32 por dia, como esforço para conservar água em meio a uma seca severa que provavelmente durará até meados de 2027.
As autoridades do canal também estão reduzindo o calado permitido para as embarcações, ou seja, a profundidade em que os navios ficam submersos, de 15,24 para 14,63 metros. Cerca de 5% do comércio global passa pelo canal que liga o Oceano Pacífico ao Atlântico, tornando a via uma das mais importantes do mundo para o transporte marítimo.
O Panamá declarou estado de emergência devido ao El Niño, fenômeno que eleva as temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental, causando mudanças nos padrões de chuva na região. A situação já havia gerado uma crise anterior, quando um navio chegou a pagar um valor recorde de 5,3 milhões de dólares para "furar a fila" no Canal do Panamá.




