A avalanche devastadora ocorrida na fronteira entre Nepal e Tibete no fim de agosto já contabiliza mais de mil mortes e ao menos 4.200 desaparecidos, acendendo um alerta global para regiões montanhosas em várias partes do mundo que passam por um derretimento acelerado de suas geleiras, incluindo cidades turísticas da América do Sul. O evento ainda precisa ser analisado por cientistas para comprovar em que medida foi causado pela mudança do clima.
Cientistas apontam que a fuligem da poluição do ar acelera o derretimento das geleiras e pode ter contribuído para o desastre no Nepal. Dados divulgados neste ano pelo Icimod (Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas) foram mencionados no artigo.
O desastre abriu um debate sobre a questão da injustiça climática, conceito que aponta para a desigualdade com que populações de países mais pobres sofrem os efeitos da crise climática, para a qual contribuíram bem menos do que as nações mais ricas e industrializadas.




