Desde 1º de janeiro de 2026, o anunciante brasileiro passou a pagar mais caro pelos anúncios na Meta. A plataforma começou a repassar diretamente nas faturas os tributos PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%), somando um acréscimo médio de 12,15% que antes era absorvido pela própria empresa. Na prática, um investimento de R$ 100 mil passou a custar cerca de R$ 112 mil sem qualquer alteração nos parâmetros de campanha.
Esse repasse tributário, contudo, é apenas uma parte do problema. A consultoria americana Tinuiti analisou mais de 8 mil contas de anunciantes e identificou uma alta de 12% no CPM médio global (custo por mil impressões) no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025.
No Brasil, o impacto é ainda mais intenso. A combinação de câmbio, crescente concorrência local e um leilão de anúncios cada vez mais denso tem pressionado os custos para cima. O mercado nacional de publicidade digital movimentou R$ 42,7 bilhões em 2025, conforme dados do Digital Adspend 2026, do IAB Brasil, o que representa uma alta de 12,7% em relação ao ano anterior.




