Wall Street arrancou dividido nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, entre os ganhos ligeiros do Dow Jones e as perdas igualmente leves do Nasdaq. O S&P 500 sobe 0,13% para 7.641,47 pontos, o Dow Jones cresce 0,50% para 53.029,20 pontos e o Nasdaq Composite recua -0,0085% para 26.097,56 pontos. Os investidores estão a aguardar a decisão sobre juros da Reserva Federal, num contexto em que os juros da dívida dos EUA estão a corrigir em baixa após as yields da dívida global terem atingido máximos em praticamente duas décadas. O impasse no conflito entre os EUA e o Irão, que se prolonga há seis meses, e as acusações da Alemanha de que a Rússia tentou atacar o aeroporto de Leipzig com um drone também marcam o sentimento do mercado.
No dia anterior, os principais índices fecharam em terreno negativo, com o Dow Jones Industrial Average a recuar 0,8% para 52.766,88 pontos, o S&P 500 a perder 0,7% para 7.631,47 pontos e o Nasdaq Composite a cair 1% para 26.099,77 pontos. A pressão veio da subida dos yields das obrigações, com o yield da Treasury a 10 anos a atingir máximos desde finais de 2023, acima de 4,8%, do avanço do preço do petróleo e da reescalada das tensões entre os EUA e o Irão. O setor energético destacou-se positivamente, enquanto a tecnologia e o consumo discricionário lideraram as perdas. O petróleo WTI recua 0,60% para 89,68 dólares e o Brent perde 0,34% para 94,33 dólares.
No seio empresarial, o grande destaque vai para a Dell Technologies, que sobe 6,28% após ter elevado as suas previsões anuais de lucros e receitas, impulsionada pelo negócio de servidores de inteligência artificial. A GitLab também disparou após elevar o outlook. Em contraste, a MongoDB e a Credo tombam, apesar de resultados sólidos no caso da primeira. Os analistas da MTraders referem que os investidores avaliam a necessidade da Fed elevar juros para trazer a inflação de volta à meta dos 2%, mas a criação de menos postos de trabalho pelo setor privado em agosto acaba por ser bem recebida, pois um mercado laboral menos pujante facilita a estabilização das pressões inflacionistas.




