Shein perde 75% do valor em quatro anos e ações caem 10% na estreia em Hong KongFoto de Tuğba Dönmez no Pexels
Negócios
Инвестиции

Shein perde 75% do valor em quatro anos e ações caem 10% na estreia em Hong Kong

Jornal Económico2 de setembro de 2026 às 09:24

A Shein fez finalmente a sua estreia na bolsa de Hong Kong, mas as ações caíram 10% no primeiro dia de negociação, antes de recuperarem grande parte das perdas. A operação avaliou a empresa em cerca de 26 mil milhões de dólares, um valor muito distante dos 100 mil milhões de dólares por que era avaliada em 2022, quando se tornou uma das startups privadas mais valiosas do mundo. A empresa conseguiu captar cerca de 1,7 mil milhões de dólares na oferta pública inicial.

O fundador Chris Xu viu a sua fortuna cair de mais de 23 mil milhões de dólares para cerca de 8 mil milhões de dólares, com base na participação de 30% que mantém na empresa. Esta redução de mais de 15 mil milhões de dólares aconteceu num período de apenas quatro anos, num momento em que a Shein enfrenta uma combinação de tarifas elevadas, maior escrutínio político e regulatório e concorrência crescente.

A estreia em bolsa acontece num momento particularmente difícil para o modelo de negócio da Shein. Na União Europeia entrou em vigor uma nova taxa de 3 euros por encomenda de baixo valor, enquanto nos Estados Unidos alterações semelhantes já tinham aumentado os custos de distribuição. No primeiro trimestre, os custos de logística e distribuição subiram de 43% para 48% das receitas, enquanto as receitas cresceram apenas 1% em termos homólogos. A margem líquida ajustada ficou nos 2,5%.

A empresa tenta agora diversificar as suas fontes de receita, incluindo serviços de comércio eletrónico para outras marcas, que cresceu 9% no primeiro trimestre mas representa apenas 14% das receitas totais. Após tentativas falhadas de cotação nos Estados Unidos e no Reino Unido, a escolha de Hong Kong aconteceu num contexto de aproximação às autoridades chinesas, com um compromisso de investir cerca de 1,5 mil milhões de dólares na China.

Notícias relacionadas

Espanhóis compram Forum Algarve ao Commerzbank por 130 milhões
Negócios

Espanhóis compram Forum Algarve ao Commerzbank por 130 milhões

Investidores espanhóis adquiriram o centro comercial Forum Algarve, localizado em Faro, ao banco alemão Commerzbank por 130 milhões de euros. O banco alemão encontra-se atualmente em processo de aquisição pelo italiano UniCredit, o que explica a venda do ativo imobiliário. O Forum Algarve é um dos principais centros comerciais da região algarvia.

Jornal de Negócios02/09/26, 10:04
Negócios

J+Legal assessora a família Paulo Duarte na entrada da ICG no capital do grupo

A J+Legal assessorou a família Paulo Duarte e o Grupo Paulo Duarte em duas operações estratégicas: a entrada da ICG (Investor Capital Group) no capital da Transportes Paulo Duarte através de uma participação minoritária de 33,5%, e a subsequente aquisição de uma participação de controlo na espanhola Barquín y Otxoa, empresa com mais de 40 anos de experiência em transporte e logística a temperatura controlada. A assessoria envolveu a transformação societária, negociação de acordos de investimento e parassocial, emissão de ações preferenciais e refinanciamento. O grupo familiar mantém-se liderado pelos Co-CEOs Gustavo e António Paulo Duarte, e com a integração da Barquín y Otxoa, o conjunto pasará a operar uma frota de cerca de 2.500 veículos, reforçando o segmento de temperatura controlada, um dos três pilares do grupo fundado em 1946.

Eco02/09/26, 10:02
Negócios

“Posteiro” pode elevar conta de luz em pelo menos R$ 2,4 bilhões

Alterações no Projeto de Lei 3.220/2019, que estabelece novas regras para o compartilhamento de postes entre distribuidoras de energia e empresas de telecomunicações, podem gerar um impacto de pelo menos R$ 2,4 bilhões por ano na conta de luz dos brasileiros, segundo especialistas do setor. A proposta, aprovada pelo Senado em março após anos de negociação, está em discussão na Câmara dos Deputados. Um dos pontos em debate é a criação de uma nova estrutura de administração dos postes, conhecida como "posteiro". Atualmente, as distribuidoras gerenciam mais de 53 milhões de postes e compartilham essa infraestrutura com empresas de telefonia, internet e TV por assinatura. Parte da receita desse compartilhamento retorna aos consumidores por meio da modicidade tarifária, mecanismo que ajuda a reduzir o valor das contas de energia.

extra02/09/26, 10:01
Negócios

Empresas portuguesas regressam à China em missão empresarial do Grupo Timing

O Grupo Timing promove, entre 12 e 22 de outubro, a terceira edição da sua Missão Empresarial à China, destinada a aproximar empresas portuguesas do mercado chinês através de visitas a empresas, reuniões B2B e contactos com potenciais parceiros. O programa inclui participação na Canton Fair em Guangzhou, visitas a unidades de produção e passagem por Shenzhen, um dos principais centros tecnológicos e de inovação do país. A organização refere que mais de 80% das vagas já estão preenchidas, pretendendo a iniciativa contribuir para a internacionalização das empresas participantes e o estabelecimento de novas relações comerciais e parcerias com entidades chinesas.

Postal do Algarve02/09/26, 10:00